Os Profissionais do Futuro

Os designers são, em muitas maneiras, profissionais conceituais. Eles têm o comando das potencialidades do lado esquerdo do cérebro (lógico, analítico e linear), mas não é só isso. Esses profissionais têm um senso estético muito apurado, facilidade para pensar o grande do retrato, ou seja, têm visão sistêmica. E, por fim, são criativos. Em breve, todo profissional precisará incorporar um pouco de designer dentro de si.

Daniel Pink 

O mundo nos surpreende!

Imagine se não houvesse mudanças em nossa vida. Como seria chato se todos os dias fossem sempre iguais.

Imagine se todas as pessoas fossem iguais… Não teríamos a oportunidade de nos apaixonar. Imagine se todos os livros e todos os filmes fossem iguais… O final feliz não nos surpreenderia. Imagine todas as comidas com o mesmo sabor… A vida com o mesmo tempero…

Sem dúvida nos faltaria a vontade de viver.

A maravilha de nossa existência está justamente nas diferenças. Na imprevisibilidade!

O que fez o homem sair das cavernas e evoluir até lançar foguetes ao espaço, se comunicar em tempo real com o outro lado do planeta e mesmo chegar a cogitar o antigo sonho da vida eterna, é o poder de pensar diferente.

E, pensar diferente não é um trabalho solitário. É um trabalho de muitos. Como nos conta a história, os grandes pensadores foram (e são!) elos de uma grande cadeia de mudanças. Através das suas idéias, que foram vagarosamente sendo espalhadas pelo mundo, se modificando e evoluindo, nossa existência se desenvolveu.

Hoje temos a oportunidade de pensar diferente, em escala global. Nosso conhecimento pode se conectar ao de qualquer outra pessoa na face da Terra que também tem a disposição de melhorar, um pouco que seja, a vida de muitos.

Por isso, pense: a soma de diferenças pode ser inspiradora!

Compartilhe seu conhecimento. O mundo vai te surpreender!

O Sistema

We don’t need no education
We don’t need no thought control
No dark sarcasm in the classroom
Teachers leave them kids alone

Another Brick In The Wall – Pink Floyd 

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Não por coincidência a influência dos fundamentos baseados na razão alcançaram os modelos educacionais que perduram até hoje. Na era medieval a educação formal era restrita à igreja e portanto ao catolicismo. Apesar de toda a pressão renascentista propondo uma escola distante das questões religiosas, o poder do conhecimento, já àquela época, começava a ficar evidente. As massas eram manobradas segundo interesses políticos da classe dominante. A educação e conhecimento eram privilégio de poucos e mesmo assim seguia premissas religiosas, talvez até tendenciosas.

A Revolução Francesa foi um grande passo para a educação livre. Em 1816 foi inaugurado o que seria a primeira escola nos moldes do que conhecemos hoje. Era um instituto de formação do caráter para jovens, que cuidava dos filhos dos operários de uma fábrica na Escócia. Dentro de um contexto totalmente impregnado pela indústria que se desenvolvia ao ritmo de uma revolução, por sorte ou azar, as escolas passaram a ser vistas como ambiente de treinamento dos jovens para engrossar as frentes de trabalho das fábricas, que por sua vez eram baseadas em… linhas de produção.

A conseqüência é fácil deduzir: um modelo de educação no qual o input era o cidadão miserável e explorável e o output eram mais peças para o grande arsenal industrial. Havia um explícito movimento de uniformização das pessoas. Os padrões eram rígidos, a cultura intransigente. Nessa época era pensada a quantidade e não a qualidade. E esta maneira de pensar influenciou diretamente o processo educacional. Observando uma antiga reprodução de uma sala de aula do século XIX nota-se alguns aspectos interessantes como a disposição em fila das carteiras dos estudantes, a postura clássica do professor autoritário. Um detentor do saber transmitindo, unidirecionalmente, o conhecimento para muitos.

Avancemos 150 anos no tempo. Haveria de se esperar que o processo educacional e o processo industrial avançassem no mesmo ritmo, na mesma direção. Ao que parece isso não ocorreu. Observando uma fotografia dos anos 50, nota-se exatamente as mesmas características: mesma forma de acomodar os alunos em sala de aula, mesma postura autoritária do professor. Como diferença sutil, no entanto, podemos observar que nas escolas do início e meados do século XX os alunos eram separados entre meninos e meninas, por idade, exigindo-se deles conhecimentos “formatizados”. Usavam todos os mesmos uniformes, o mesmo corte de cabelo e obedeciam todos aos mesmos critérios para medir seus resultados. Não era sequer permitido escrever com a mão esquerda: todas as crianças deveriam ser destras!


Estávamos na mesma linha de montagem que se mantinha intocada por muitos e muitos anos. Fazendo uma analogia a celebre frase de Henry Ford - “O cliente pode ter o carro da cor que quiser, contanto que seja preto” -, os alunos provavelmente poderiam se interessar e aprender o que quisessem, desde que estivesse na grade curricular.

Emoções postas de lado. Criatividade censurada. Individualidades ignoradas. Um exército marchando seus intelectos, todos, para a mesma direção. Um mecanismo denso e eficiente que não aceitava quem não andasse na linha.

O que diria um certo Professor Keating, interpretado por Robbin Willians no filme “ A Sociedade dos Poetas Mortos” – ao constatar o suicídio de um aluno de um tradicionalíssimo internato, em 1959, que enveredou pelo campo das artes e cometeu suicídio devido às pressões sociais e familiares? Talvez tenha percebido que mais uma grande etapa da humanidade foi percorrida sem pisar naquele “primeiro grande caminho”, primitivo, que era trilhado através do instinto e da intuição, da emoção e da criatividade. Esse caminho há muito fora esquecido…

Até achava que aqui batia um coração
Nada é orgânico, é tudo programado
E eu achando que tinha me libertado
Mas lá vem eles novamente
E eu sei o que vão fazer:
Reinstalar o sistema

Admirável Chip Novo – Pitty

A Cultura da Razão


Que luz é essa que vem vindo lá do céu?
É a chave que abre a porta lá do quarto dos segredos,
Vem mostrar que nunca é tarde, vem provar que é sempre cedo,
Para cada pecado sempre existe um perdão,
Não tem certo nem errado, todo mundo tem razão,
E que o ponto de vista é que é o ponto da questão
 

Raul Seixas – Que Luz é Essa

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Durante o processo de desbravamento do ambiente externo protagonizado pelo homem pré-histórico, de forma instintiva, quando éramos pouco mais que um animal com os quais disputávamos a vida, nos utilizamos de outro grande fator para nossa sobrevivência e evolução: o poder de observação.

O mesmo poder de observação do homem, que tanto nos ajudou a nos desvencilhar de problemas e poder sobreviver e evoluir, ofereceu, não por coincidência, o desenvolvimento da dedução e da razão. O desenvolvimento da linguagem como forma de expressão do pensamento consciente contribuiu para que as suposições e premissas fossem transmitidas ao longo das gerações. A razão e a relação “causa e efeito” acabaram por se tornar as ferramentas mais confiáveis até os dias de hoje para se definir o que é certo, verdadeiro ou melhor.

A base de todo o desenvolvimento moderno da humanidade deu-se através das manifestações da cultura da razão. Ficaria difícil imaginar em que patamar estaria a humanidade sem o apoio da dedução como método superior de investigação filosófica. Como estaríamos sem o auxílio da metodologia científica, sem a proposição de caminhos para o alcance de determinados fins? Sem planejamento linear e objetivo?  Ou seja, em que pé estaria nossa tecnologia sem o auxilio da razão? Inegável seu valor.

Fazendo um recorte dos últimos 300.000 anos e fazendo-se valer inclusive desse mesmo poder de observação e análise racional, fica muito evidente que o primeiro forte caminho utilizado pelo ser humano, lá na Idade da Pedra Lascada – o Instinto Primitivo – foi dando lugar a Cultura da Razão, o segundo forte caminho que prevalece até os dias de hoje e nos quais vivemos a atual revolução tecnológica . O instintivo foi cedendo lugar ao racional.

Anos e anos de evolução e a sociedade favoreceram os exemplares humanos que fundamentavam suas ações através da razão. De uma forma geral nossa forma de agir e pensar se desenvolveu valorizando a cultura da razão e foram esquecidos outros aspectos tão importantes quanto: como a intuição, a emoção, a superstição, a fé, etc.

A história nos oferece exemplos claros de como somos educados e induzidos a pensar sempre da mesma maneira. O simples fato de se pensar de uma forma diferente do tido como certo já foi motivo para grandes julgamentos, acusações e condenações e morte!

No século XV Copérnico pensou diferente. Contestou a teoria do Geocentrismo, propondo a teoria do Heliocentrismo, que colocava o Sol no centro do Sistema Solar. A igreja católica, dominante no momento, cogitou aceitar a teoria desde que fundamentada matematicamente. Ou a verdade era científica ou não era verdade. Somente Galileu, quase um século depois, teve problemas com a Inquisição e, ao que consta, teve que fazer uso de sua influência política à época para escapar com vida do tribunal. Mas, por conta do Heliocentrismo,  há rumores de que foi Giordano Bruno, em 1600, quem morreu na fogueira com uma tábua de pregos na língua, para parar de blasfemar.

 
Giordano Bruno - Segundo alguns, o bode expiatório da Teoria do Heliocentrismo.

Pensar em liberdade nessa época certamente levaria o individuo para a inquisição. Muitos eram acusados de “crises de fé”, pestes, terremotos, doença e até miséria social. Outros eram tidos como bruxos e feiticeiros. Todos condenados a penas que variavam desde o simples confisco de bens até a prisão, castigos físicos e morte.

Esse processo perdurou, naturalmente com menor intensidade, até o século XIX, e deixou como legado para a sociedade ocidental um modelo baseado nos fundamentos racionalistas, analíticos e cartesianos. Com exceção da época do Renascimento, a sociedade simplesmente aboliu a emoção e a intuição da grande massa popular.

Mais uma vez, anos e anos, gerações e gerações modelaram nossa forma de pensar. A história censurou nossa criatividade e nos impôs, impiedosamente, o critério que define o que é o certo é o que é o errado.

O Pensamento Ancestral - O Fogo

Come on baby, light my fire
Come on baby, light my fire
Try to set the night on fire

The Doors – Light My Fire

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Imagine como era a vida dos homens das cavernas. Coloque-se momentaneamente em seu lugar. Imagine a quantidade de adversidades que ele era obrigado a enfrentar diariamente. Forças da natureza, predadores naturais e a busca incessante pela  comida. Doenças, acidentes, enfim, eram literalmente sobreviventes do ambiente. Era matar ou morrer.

Quando encontravam algum abrigo adequado – uma caverna, por exemplo -  certamente ocupavam o espaço e ali se mantinham em segurança pelo maior tempo possível. Talvez pudessem até esboçar alguma logística para armazenar alimentos e aumentar suas chances de sobrevivência. Provavelmente desfrutavam por alguns momentos uma sensação de segurança enquanto as feras espreitavam do lado de fora, numa disputa para saber quem resistiria à fome por mais tempo.

A sensação de segurança logo passava e dava lugar à necessidade alimento. Não poderiam ficar muito tempo enclausurados dentro de uma caverna e precisavam enfrentar o mundo do lado de fora. Pelo menos até conseguir mais alimento e voltar para a temporária segurança de suas incipientes moradias ou migrar para outras áreas em busca de mais alimentos. Eram nômades. A fome fez o homem sair das cavernas para um ambiente onde os erros eram imperdoáveis. Eram fatais. E de alguma forma o homem passou gerações e gerações, milhares de anos, aperfeiçoando a arte de não errar, sob a pena de pagar com própria vida.

Surge então a figura do primeiro ser que, pela necessidade, deveria transformar a natureza. Foi o primeiro homem que fez valer seu poder de observação, explorou as possibilidades naturais e as adaptou para sua sobrevivência. Cria o não natural – o artificial - e se transforma no primeiro designer da história, num pico de criatividade instintiva forçada pela sobrevivência. A pedra lascada foi seu primeiro projeto, mas como todo grande projeto, não era definitivo. Vieram depois artefatos de osso e madeira, auxiliando na caça, nas vestimentas, etc. Estava se adaptando para permanecer mais tempo fora da caverna, numa jornada mais longa. O jogo estava virando. Neste momento entra em cena mais uma variável: matar, morrer ou moldar a natureza a seu favor.

A conquista e controle do fogo foram sem dúvida grandes passos para o desenvolvimento do homem e potencializou sua vocação de mero sobrevivente, colocando-o no potencial patamar de dominante. Extraindo a energia dos materiais o fogo protegia os homens do frio, dos predadores e era usado como ferramenta estratégica para encurralar a caça. Como se não bastasse, a digestão dos alimentos cozidos ficou mais eficiente. A mesma quantidade de alimentos agora proporcionava mais energia. Era como se o homem literalmente se alimentasse do fogo.


No entanto, talvez a maior contribuição que o fogo possa ter prestado ao desenvolvimento do homem enquanto espécie, foi a possibilidade de se reunirem ao redor de uma fogueira, em relativa segurança e poderem iniciar um relacionamento de fato social. O fogo agregou as pessoas. O fogo catalisou relacionamentos e permitiu que as experiências pessoais de cada indivíduo pudessem ser trocadas através de uma linguagem até então muito rudimentar, com poucos sons emitidos. Em algum momento começaram a raciocinar. O instinto primitivo de sobrevivência dava lugar à uma primitiva cultura da razão.

A sociedade começava a se modelar. A agricultura e a domesticação de animais possivelmente decorreram da troca do rarefeito conhecimento, quem sabe até ao redor de uma fogueira. O homem passava da Idade da Pedra Lascada e chegava à Idade da Pedra Polida. 

Sobre o TED

TED

O TED começou na Califórnia na década de 80 como um encontro anual para a discussão sobre temas ligados a Tecnologia, Entretenimento e Design, de onde surgiu a sigla TED. Algumas palestras começaram a ser disponibilizadas online a partir de 2006 e o TED se transformou em um grande fomentador de idéias e soluções para a sociedade mundial. Já participaram do TED Bill Clinton, Paul Simon, Bill Gates, Bono Vox, Al Gore, Michelle Obama e Philippe Starck. Para ganhar mais visibilidade e alcançar um público maior o TED foi desmembrado em quatro ações: TED Conference, TED Prize, TED Talks e TEDx. Os TEDx são eventos locais e independentes que juntam as pessoas para viver uma experiência TED. No ano de 2010 aconteceram 984 eventos TEDx em todo o mundo, em mais de 75 países e em 35 idiomas diferentes.

Efeito Pigmaleão

Pigmaleão

Efeito Pigmaleão
 (também chamado efeito Rosenthal), é nome dado em psicologia ao efeito de nossas expectativas e percepção da realidade na maneira como nos relacionamos com a mesma, como se realinhássemos a realidade de acordo com as nossas expectativas em relação a ela.

O poeta romano Ovídio, que viveu no início da era cristã, escreveu sobre o escultor Pigmalião, que se apaixonou pela própria estátua e foi premiado pela deusa Vênus, que deu vida a ela. O polemista e dramaturgoirlandês George Bernard Shaw, escreveu sobre esse tema na peça Pigmalião, posteriormente adaptada para o musical My Fair Lady, história de uma florista que se transforma em lady porque alguém a viu como tal, fazendo aflorar a lady que já existia dentro dela.

O efeito Pigmalião foi assim nomeado por Robert Rosenthal e Lenore Jacobson, destacados psicólogos americanos, que realizaram um importante estudo sobre como as expectativas dos professores afetam o desempenho dos alunos. Segundo os autores, professores que têm uma visão positiva dos alunos tendem a estimular o lado bom desses alunos e estes devem obter melhores resultados; inversamente, professores que não têm apreço por seus alunos adotam posturas que acabam por comprometer negativamente o desempenho dos educandos.

Fenômeno semelhante foi estudado por Robert K. Merton, que o chamou profecia auto-realizável, porque quem faz a profecia é, na verdade, quem a faz acontecer.

Na gestão, a profecia auto-realizável foi apresentada em célebre estudo de Douglas McGregor, na década de 1960, que mostrou que a expectativa dos gerentes afeta o desempenho dos empregados: quando o gerente espera coisas positivas deles, essas tendem a vir; quando tem expectativas negativas, elas provavelmente também serão confirmadas. Em termos práticos, se alguém vê o outro como “difícil”, não-colaborador ou mesmo como “inimigo”, tende a agir como se o outro realmente fosse assim, levando-o a fechar-se para a colaboração e a tornar-se parecido com a imagem criada. Portanto, segundo McGregor, quem tem expectativas ruins sobre os outros, não acredita neles ou não vê suas qualidades, costuma colher o pior dessas pessoas; já quem tem expectativas positivas, tende a obter o melhor de cada uma delas.

Resiliência

A psicologia tomou essa imagem emprestada da física, definindo resiliência como a capacidade do indivíduo lidar com problemas, superar obstáculos ou resistir à pressão de situações adversas sem entrar em surto psicológico. Nas organizações a resiliência se trata de uma tomada de decisão quando alguém se depara com um contexto de tomada de decisão entre a tensão do ambiente e a vontade de vencer.

Tais conquistas, face essas decisões, propiciam forças na pessoa para enfrentar a adversidade. Assim entendido, pode-se considerar que a resiliência é uma combinação de fatores que propiciam ao ser humano, condições para enfrentar e superar problemas e adversidades.

A Antibiblioteca

O escritor Umberto Eco é proprietário de uma grande biblioteca particular (contendo 30 mil livros), e separa as pessoas que o visitam em duas categorias: Aqueles que reagem com “Uau! Signore professore dottore Eco, que biblioteca o senhor tem! Quantos desses livros o senhor já leu?”, e outros - uma pequeníssima minoria - que entendem que uma biblioteca particular não é um acessório pra levantar o ego do seu proprietário, mas uma ferramenta de pesquisa.

Livros não lidos não são menos importantes do que livros já lidos. A sua biblioteca deve conter mais o que você ainda não sabe do que você já sabe. Você irá acumular mais conhecimento e mais livros à medida que envelhece, e o número crescente de livros não lidos em sua prateleira será ameaçador.

Sem dúvida, quanto mais você sabe, maior sua lista de livros não lidos. Vamos chamar essa coleção de livros como uma antibiblioteca.

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Coerência fantástica!

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1 year ago

Shibumi

O que é Shibumi:

“…É uma qualidade indescritivel….”

Shibumi tem muito a ver com um acentuado refinamento sob a aparência comum.

É uma declaração tão correta que não precisa ser ousada, tão mordaz que não precisa ser bonita, tão verdadeira que não precisa ser real.

Shibumi é compreensão, muito mais do que conhecimento. Um silêncio eloquente. No comportamento, é modéstia sem prudência. Na arte, onde o espírito shibumi assume a forma de sabi, é uma simplicidade elegante, uma brevidade articulada. Na filosofia, onde shibumi emerge como wabi, é uma tranquilidade espiritual que não é passiva; é o ser sem a angústia de vir a ser.

Na personalidade de um homem, é autoridade sem dominação.

Não se conquista o shibumi. Descobre-se. E somente uns poucos homens profundamente refinados o conseguem.

Significa ultrapassar o conhecimento e alcançar a simplicidade.

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Lhandes pergunta a Nicholai Hel (notadamente um exemplo shibumi):
- Como vai o desenvolvimento de seu jardim?
- Está se aperfeiçoando.- Responde Hel.
- O que significa isso?
- A cada ano, torna-se mais simples.

Do livro “Shibumi” (1979) de Trevarian.

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1 year ago
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